Eu estou pra escrever isso faz um mês mais ou menos. Na verdade estava esperando mais um pouco, esperando alguma coisa, mas...
Antes, no começo, eu pensava em dizer sobre o ano de 2009, que acredito – e espero, ter sido o pior ano da minha vida. Ano esse que no início disse que seria o ano da decisão, e quem conviveu comigo nesse tempo sabe quantas situações inusitadas e inesperadas experimentei e que me fizeram tomar atitudes, decisões. Algumas certas, outras erradas. No entanto, certas ou erradas, ambas me trouxeram de volta, ou seja, me fizeram olhar pra mim, pra dentro de mim. Descobri que estar certo nem sempre vale à pena, nem sempre ter razão é o melhor; e que embora não se deve ter medo de tentar, isso não vale pra arrependimento.
A mais de um mês eu vivo como uma bomba com fogo no estopim, ou um copo cheio a mercê de mais um gota. E embora eu ainda viva nesse desespero silencioso, no início dessa semana ouvi algo que mudou minha perspectiva. Imagine que chato seria se nós não aprendêssemos com nossos erros? Simplificando, imagine se não errássemos? Se isso acontecesse não existiria crescimento, amadurecimento, não existiria surpresas, superação. Não existiria evolução. Viveríamos fadados a previsibilidade, ao marasmo do perfeccionismo humano, onde o tudo já é conhecido. Seria como já estarmos no fim. E se isso fosse verdade, onde ficaria os sentimentos de “valeu a pena”, o medo, a ansiedade; onde ficaria a intensidade, a “paz interior” que indescritivelmente reina independente de situação, onde ficaria o ânimo, a empolgação...
Ontem eu perdi uma das pessoas mais doces que fizeram parte da minha vida: meu Avô. Um homem que tinha um coração maior e muito maior que qualquer limite humano e que de uma forma muito simples foi intenso e exemplo de como viver. Esse seria mais um motivo para eu odiar esse ano, porque é mais uma pessoa que vai me fazer falta, aliás, já está fazendo. Mas, conhecendo meu avô, vendo minha avó, meus tios, percebo que se eu alimentasse isso não faria jus a ele e ao que ele deixou. Ser humano é hilário, isto é, ridiculamente engraçado. Infelizmente, em alguns casos – e às vezes mesmo sabendo, o erro é inevitável. Mas ainda bem que temos essa segunda chance de sermos inteligentes aprendendo com os próprios erros já que não fomos espertos para aprender com o exemplo e até erros de outros.
2009 mesmo sendo o pior, fica como um ano de crescimento. Continua sendo o ano de decisão, pois termino o ano tomando importantes decisões só que agora olhando para e convicto do que realmente importa, do que realmente “vale à pena”. E me preparo para 2010, profetizando um ano de surpresas. E surpresas boas.
Quero deixar esse último parágrafo como homenagem ao meu amado avô. Um homem reto, exemplo que mostrou e provou que o amor puro – e faço uma referência a I Coríntios 13, e a família unida existem. E que foi e o fez com simplicidade, desprovido de qualquer tipo de malícia. Fará e já está fazendo muita falta. Saudades.
Mulek
Antes, no começo, eu pensava em dizer sobre o ano de 2009, que acredito – e espero, ter sido o pior ano da minha vida. Ano esse que no início disse que seria o ano da decisão, e quem conviveu comigo nesse tempo sabe quantas situações inusitadas e inesperadas experimentei e que me fizeram tomar atitudes, decisões. Algumas certas, outras erradas. No entanto, certas ou erradas, ambas me trouxeram de volta, ou seja, me fizeram olhar pra mim, pra dentro de mim. Descobri que estar certo nem sempre vale à pena, nem sempre ter razão é o melhor; e que embora não se deve ter medo de tentar, isso não vale pra arrependimento.
A mais de um mês eu vivo como uma bomba com fogo no estopim, ou um copo cheio a mercê de mais um gota. E embora eu ainda viva nesse desespero silencioso, no início dessa semana ouvi algo que mudou minha perspectiva. Imagine que chato seria se nós não aprendêssemos com nossos erros? Simplificando, imagine se não errássemos? Se isso acontecesse não existiria crescimento, amadurecimento, não existiria surpresas, superação. Não existiria evolução. Viveríamos fadados a previsibilidade, ao marasmo do perfeccionismo humano, onde o tudo já é conhecido. Seria como já estarmos no fim. E se isso fosse verdade, onde ficaria os sentimentos de “valeu a pena”, o medo, a ansiedade; onde ficaria a intensidade, a “paz interior” que indescritivelmente reina independente de situação, onde ficaria o ânimo, a empolgação...
Ontem eu perdi uma das pessoas mais doces que fizeram parte da minha vida: meu Avô. Um homem que tinha um coração maior e muito maior que qualquer limite humano e que de uma forma muito simples foi intenso e exemplo de como viver. Esse seria mais um motivo para eu odiar esse ano, porque é mais uma pessoa que vai me fazer falta, aliás, já está fazendo. Mas, conhecendo meu avô, vendo minha avó, meus tios, percebo que se eu alimentasse isso não faria jus a ele e ao que ele deixou. Ser humano é hilário, isto é, ridiculamente engraçado. Infelizmente, em alguns casos – e às vezes mesmo sabendo, o erro é inevitável. Mas ainda bem que temos essa segunda chance de sermos inteligentes aprendendo com os próprios erros já que não fomos espertos para aprender com o exemplo e até erros de outros.
2009 mesmo sendo o pior, fica como um ano de crescimento. Continua sendo o ano de decisão, pois termino o ano tomando importantes decisões só que agora olhando para e convicto do que realmente importa, do que realmente “vale à pena”. E me preparo para 2010, profetizando um ano de surpresas. E surpresas boas.
Quero deixar esse último parágrafo como homenagem ao meu amado avô. Um homem reto, exemplo que mostrou e provou que o amor puro – e faço uma referência a I Coríntios 13, e a família unida existem. E que foi e o fez com simplicidade, desprovido de qualquer tipo de malícia. Fará e já está fazendo muita falta. Saudades.
Mulek
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